Uma convulsão ocorre devido a estímulos desorganizados em um grande número de neurônios, resultando em uma “tempestade” elétrica no cérebro. Isso pode levar a movimentos involuntários, perda ou confusão da consciência. Segundo a neurologista Vania Garofalo Fidalgo, da Hapvida, é como se ocorresse um curto-circuito repentino e intenso no cérebro.
É importante distinguir uma crise convulsiva de epilepsia. Enquanto a crise convulsiva pode ser causada por vários fatores, como sangramentos, tumores e distúrbios metabólicos, a epilepsia é uma doença crônica caracterizada por crises repetidas sem uma causa específica definida.
Mesmo pessoas sem histórico neurológico podem ter convulsões ao longo da vida, e fatores como estresse, falta de sono, esforço físico intenso e desidratação podem desencadear crises em pessoas predispostas. É fundamental tratar a primeira convulsão como uma emergência médica e investigá-la em ambiente hospitalar.
As convulsões podem ocorrer em qualquer fase da vida, com diferentes causas predominando em crianças e idosos. A gravidade do episódio depende da causa, e é essencial realizar exames clínicos e de imagem para determinar a origem do problema e seguir o tratamento adequado.
Ao presenciar uma convulsão, é importante posicionar a pessoa deitada de lado, afrouxar as roupas e aguardar o término da crise, sem tentar conter os movimentos. Apesar de ser assustador, na maioria das vezes não representa perigo, mas é crucial procurar atendimento médico após a primeira ocorrência.
A neurologista Vania Garofalo Fidalgo explica os sintomas e orienta sobre o tratamento de convulsões.
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