• ter. ago 18th, 2026

    Agosto Laranja: Conheça os Sintomas da Esclerose Múltipla

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    Durante o mês dedicado à conscientização sobre a doença autoimune que afeta o sistema nervoso central, um neurologista esclarece as razões pelas quais os sintomas iniciais podem ser sutis e enfatiza a relevância do diagnóstico precoce.

    Sinais que podem parecer simples precisam ser levados a sério, pois podem indicar uma condição neurológica. A esclerose múltipla, que é crônica e autoimune, causa lesões tanto no cérebro quanto na medula espinhal. Identificar os sintomas precocemente favorece o tratamento e ajuda a manter a autonomia e a funcionalidade dos pacientes. No Brasil, a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem) estima que mais de 40 mil pessoas foram diagnosticadas com essa condição.

    Segundo Sidney Godoi, neurologista da Hapvida, os primeiros sinais da doença podem se manifestar de maneiras diversas entre os indivíduos. Contudo, alguns dos sintomas mais frequentes incluem perda temporária de visão em um olho ou visão embaçada, formigamentos persistentes, sensação de choque ao mover o pescoço, fraqueza em um membro (braço ou perna), dificuldades para caminhar, problemas de equilíbrio ou visão dupla.

    “É importante ressaltar que muitos desses sinais podem ocorrer em situações cotidianas como estresse ou ansiedade, além de compressões nervosas ocasionais — por exemplo, quando cruzamos as pernas. A diferença crucial é que na esclerose múltipla esses sintomas tendem a perdurar por mais de 24 horas sem uma explicação clara e frequentemente resultam em alguma limitação funcional. Por isso, se um sintoma neurológico persistir ou se repetir, é fundamental buscar investigação médica”, orienta.

    A redução temporária de sintomas como formigamento ou fadiga pode levar à falsa impressão de que não há necessidade de procurar um médico. Contudo, Godoi alerta que manifestações persistentes ou recorrentes devem sempre ser avaliadas.

    “Muitos pacientes acreditam que se um sintoma melhorou espontaneamente não há razão para consultar um especialista. Na esclerose múltipla, isso é um equívoco; mesmo que os surtos melhorem parcialmente por conta própria, a doença continua ativa e pode provocar novas lesões. Portanto, uma avaliação precoce é essencial”, destaca o neurologista.

    O especialista observa que houve um aumento no número de diagnósticos nas últimas décadas; no entanto, isso não implica que a doença esteja se tornando mais prevalente. “Atualmente contamos com exames de ressonância magnética mais avançados e sensíveis, além de um maior conhecimento sobre a condição e critérios diagnósticos mais rigorosos. Isso possibilita identificar casos que antes passavam despercebidos”, esclarece.

    A relevância do diagnóstico precoce

    Embora não exista cura para a esclerose múltipla, diagnosticar e iniciar o tratamento rapidamente são fatores cruciais para controlar a doença e garantir uma boa qualidade de vida aos pacientes. “A esclerose múltipla provoca inflamações que podem danificar o cérebro e a medula espinhal. Cada surto tem potencial para deixar sequelas permanentes. Quanto mais cedo iniciarmos o tratamento, maiores as chances de reduzir novas crises e minimizar a atividade da doença nas ressonâncias magnéticas. Isso também ajuda a retardar o desenvolvimento de incapacidades. Em muitos casos, pessoas diagnosticadas precocemente conseguem estudar, trabalhar, se exercitar, constituir família e desfrutar de uma boa qualidade de vida ao longo dos anos”, comenta Godoi.

    Godoi também menciona alguns mitos comuns que dificultam o reconhecimento da doença: “Muitas pessoas acreditam erroneamente que a esclerose múltipla afeta apenas os idosos. Na verdade, ela geralmente surge entre os 20 e 40 anos — uma fase muito ativa da vida. Outro mito é pensar que todos os pacientes inevitavelmente acabarão em uma cadeira de rodas; essa não é a realidade atual. Com os tratamentos disponíveis hoje em dia, muitos mantêm sua independência e qualidade de vida por longos períodos”, conclui o neurologista.

    O post Agosto Laranja: Saiba os sinais da esclerose múltipla apareceu primeiro em A Semana.

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