Projeto combina capacitação, governança e adoção gradual da tecnologia para incorporar a inteligência artificial à rotina administrativa e educacional do Sistema FIEPA
A inteligência artificial já fazia parte da rotina de muitos profissionais quando o Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) decidiu transformar um movimento espontâneo em uma estratégia corporativa. O desafio não era simplesmente disponibilizar mais uma ferramenta, mas criar condições para que a IA pudesse ser utilizada de forma segura, integrada e alinhada às políticas de governança da organização.
Cliente da Brasoftware há mais de seis anos, o Sistema FIEPA já utilizava amplamente o ecossistema Microsoft 365 em suas diferentes frentes, incluindo as áreas administrativa, operacional e educacional, envolvendo o SESI, SENAI, IEL e FIEPA. Nesse ambiente, a adoção do Microsoft Copilot surgiu como uma evolução natural da infraestrutura tecnológica já utilizada pela instituição.
“A gente já utilizava todo o ecossistema Microsoft 365 e entendemos o Copilot como um passo a mais nessa evolução. O usuário já trabalha diariamente com essas ferramentas e, ao incorporar a inteligência artificial nesse mesmo ambiente, conseguimos agregar produtividade mantendo a governança e a segurança que já faziam parte da nossa estrutura”, afirma Lender Savio Pinheiro Gomes, assessor de TI do Sistema FIEPA.
Mais do que incorporar uma nova tecnologia, entretanto, o projeto exigiu uma jornada de experimentação, capacitação e mudança cultural.
O desafio: levar a IA para o ambiente corporativo com segurança
Com a popularização das ferramentas de inteligência artificial generativa, colaboradores passaram a enxergar oportunidades de utilizar a tecnologia para tarefas como elaboração de atas e relatórios, análise e resumo de documentos, cruzamento de informações em planilhas e preparação de apresentações.
Ao mesmo tempo, o movimento trouxe um desafio importante para a área de Tecnologia da Informação: como aproveitar os ganhos de produtividade proporcionados pela IA sem levar informações corporativas, muitas vezes sensíveis, para ambientes externos e sem governança?
Para o Sistema FIEPA, a segurança foi um dos fatores determinantes para a escolha do Microsoft Copilot. Por estar integrado ao ambiente Microsoft 365 já utilizado pela instituição, a solução permite trabalhar com as informações respeitando as permissões e os controles existentes no ambiente corporativo.
“Quando uma pessoa utiliza uma ferramenta externa, muitas vezes precisa retirar uma informação da organização e enviá-la para outro ambiente para que seja processada. Dentro do nosso ecossistema Microsoft, essas informações podem ser utilizadas sem essa necessidade. Esse aspecto de segurança e governança pesou bastante na nossa decisão”, explica Lender.
A decisão também responde a uma necessidade de padronização. Diante da multiplicação de ferramentas de IA disponíveis no mercado, institucionalizar uma solução permite à área de TI estabelecer critérios de utilização, acompanhar a adoção e orientar os profissionais sobre os riscos associados ao compartilhamento de informações em plataformas externas.
“Produtividade é um benefício que várias ferramentas de IA conseguem oferecer. Mas, dentro de uma organização, precisamos entender também para onde os dados estão indo e como essas informações são tratadas. Nosso trabalho é mostrar aos usuários que não se trata de limitar o uso da tecnologia, mas de oferecer uma alternativa que combine produtividade com os requisitos de segurança da organização”, acrescenta Lender.
Uma jornada construída por etapas
A adoção do Copilot foi realizada gradualmente. O Sistema FIEPA começou avaliando a tecnologia em conjunto com a Brasoftware, por meio de apresentações, palestras, capacitações e experimentações práticas.
A própria área de TI participou inicialmente da prova de conceito, permitindo que a equipe conhecesse as funcionalidades e avaliasse a aplicação da ferramenta antes de ampliar sua utilização.
Na sequência, licenças mais avançadas começaram a ser direcionadas a contas estratégicas e gestores. Paralelamente, a organização avançou no trabalho de conscientização dos usuários e na disseminação do Copilot Chat, disponível por meio do licenciamento Microsoft já utilizado pela instituição.
“A adoção de inteligência artificial dentro de uma organização precisa ser tratada como uma jornada. Não basta disponibilizar a tecnologia. É preciso criar conhecimento, experimentar os casos de uso, capacitar os profissionais e entender onde a ferramenta efetivamente pode gerar valor. O trabalho realizado com o Sistema FIEPA seguiu exatamente essa lógica, com uma evolução gradual e sustentada”, destaca a Brasoftware.
A Brasoftware apoiou essa jornada com workshops dedicados às diferentes possibilidades do Microsoft Copilot, incluindo o Copilot Chat, os recursos integrados às aplicações do Microsoft 365 e o Copilot Studio, voltado ao desenvolvimento de agentes de inteligência artificial. Mais de 250 profissionais participaram das ações iniciais de capacitação realizadas no Sistema FIEPA.
A estratégia permitiu que a organização experimentasse a tecnologia, identificasse casos de uso e ampliasse sua utilização de maneira progressiva, em vez de promover uma adoção massiva sem preparação prévia.
Da experimentação à escala
Atualmente, o alcance da iniciativa já vai além do grupo que participou das primeiras capacitações. No ambiente administrativo, a entidade possui cerca de 2 mil colaboradores com acesso ao Copilot Chat por meio do ecossistema Microsoft. Deste total, 63 usuários contam atualmente com a versão mais avançada do Copilot, integrada diretamente a aplicações como Teams, Outlook, Word e PowerPoint.
Esse modelo permite que a organização acompanhe a utilização das licenças e identifique oportunidades de redistribuição para usuários ou áreas que possam extrair maior valor da ferramenta.
“Conseguimos acompanhar se as licenças estão efetivamente sendo utilizadas. Isso é importante porque permite entender a adesão e, se determinada pessoa não estiver utilizando a ferramenta, avaliar se aquela licença pode ser direcionada para outro profissional que tenha maior necessidade. É uma maneira de acompanhar a adoção e também otimizar o investimento”, explica Lender.
A expansão também chegou à área educacional. No SESI, alunos e professores passaram a utilizar recursos de inteligência artificial em atividades de ensino e aprendizagem, alcançando aproximadamente 8 mil usuários. A iniciativa está relacionada também à participação da escola SESI no programa internacional Microsoft Showcase, que passou a incorporar o uso de inteligência artificial entre seus requisitos.
Por envolver estudantes, inclusive menores de idade, a expansão exigiu cuidados adicionais. Antes da ativação da solução para esse público, o Sistema FIEPA, com apoio da Brasoftware, trabalhou na criação de políticas de governança de IA e na definição das condições necessárias para disponibilizar a tecnologia de maneira segura.
“No ambiente educacional, esse cuidado é ainda mais importante. Antes de liberar a solução, tivemos que trabalhar questões de segurança e governança e desenvolver políticas específicas para o uso de inteligência artificial. A tecnologia só foi ativada depois que essa estrutura estava preparada”, afirma Lender.
Governança como parte da adoção
A estratégia da instituição parte do princípio de que disponibilizar inteligência artificial não significa simplesmente liberar uma ferramenta.
A organização também trabalha na educação dos usuários para que compreendam os riscos envolvidos no tratamento de informações corporativas e façam escolhas conscientes sobre quais tecnologias podem ser utilizadas no ambiente profissional.
Ao institucionalizar o Copilot, o Sistema FIEPA consegue manter a utilização da inteligência artificial dentro de um ecossistema corporativo já governado, além de contar com mecanismos administrativos para acompanhar indicadores de adoção da tecnologia.
As métricas permitem identificar, por exemplo, se as licenças estão efetivamente sendo utilizadas e apoiar decisões sobre sua distribuição. O objetivo não é avaliar individualmente a produtividade dos profissionais a partir do volume de uso de IA, mas compreender a adesão à ferramenta e garantir melhor aproveitamento dos recursos contratados.
“Um projeto de IA corporativa não termina na implantação. Governança, capacitação e acompanhamento precisam caminhar junto com a tecnologia. Quando esses pilares são trabalhados desde o início, a empresa cria condições para escalar o uso da inteligência artificial de maneira sustentável e segura”, afirma a Brasoftware.
Mais produtividade para atividades estratégicas
Com o avanço da utilização do Copilot, os primeiros benefícios já aparecem principalmente na automatização e simplificação de atividades operacionais. Entre os principais usos estão elaboração de e-mails e documentos, criação de apresentações, análise de informações e organização de reuniões. A tecnologia também apoia a produção de atas, relatórios, resumos de documentos e análises de planilhas.
Segundo Lender, o ganho aparece justamente na possibilidade de deslocar tempo das tarefas repetitivas para atividades de maior valor. “O Copilot ajuda na elaboração de e-mails, documentos e apresentações, na análise de informações e principalmente na organização de reuniões. Com isso, os colaboradores conseguem dedicar menos tempo às tarefas operacionais e mais tempo às atividades estratégicas”, destaca.
A experiência reforça ainda que a transformação não acontece de uma única vez. A adoção do Copilot continua sendo tratada como uma jornada, na qual novos usuários, áreas e casos de uso são incorporados gradualmente à medida que a organização desenvolve maturidade, governança e conhecimento sobre a inteligência artificial.
“Esse é um exemplo de como a inteligência artificial pode deixar de ser uma iniciativa isolada e passar a fazer parte da estratégia de transformação digital de uma organização. A FIEPA construiu uma jornada que começa pela experimentação, passa pela capacitação e pela governança e avança para a escala, sempre buscando equilibrar inovação, produtividade e segurança”, conclui a Brasoftware.
Sobre a Brasoftware
Fundada em 1987, a Brasoftware é um dos principais provedores de tecnologia do mercado brasileiro, tendo em seu portfólio soluções de companhias como Microsoft, Adobe, Autodesk, Citrix, Kaspersky, Sophos, Veeam, VMware entre outras. Conta com uma divisão de consultoria, a Brasoftware Serviços, com foco em projetos de inovação, IA, infraestrutura, migração, além de serviços gerenciados e suporte especializado.
Orientada pelo compromisso com a excelência técnica e a valorização do capital humano, a Brasoftware se orgulha de ser uma empresa 100% nacional, líder em seu segmento, e de levar inovação, serviços e tecnologia para clientes dos mais diversos perfis.
Com escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Brasília, a companhia tornou-se um dos maiores parceiros no gerenciamento e implementação de soluções em Cloud Computing, gerenciando hoje mais de 5.5 milhões de usuários.
Com faturamento registrado de R$ 5,6 bilhões em 2025, tem em seu portfólio clientes como Ache, AMBEV,Bradesco, Energisa, EY, KPMG, Globo, Grupo Anima, Grupo Votorantim, Kroton, Petrobras, Record, SENAC, Tecban, Totvs, TJ – SP, UOL, VALE entre outros.

