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Família de menino de 8 meses que morreu em hospital estadual na Zona Norte de SP diz ter havido negligência em atendimento

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A mãe conta que o médico que assumiu o plantão pela manhã não quis assinar o atestado de óbito do bebê. Segundo ela, o médico teria dito que houve negligência no atendimento.

Um bebê de 8 meses que deu entrada com febre no Hospital Geral de Taipas, na Zona Norte da capital paulista, não saiu vivo da unidade, e a família acredita que tenha havido negligência médica.

Segundo a mãe de Jonathan Gabriel, Giovanna de Faria Santos, seu filho foi diagnosticado no hospital em 8 de setembro com bronquiolite, uma inflamação respiratória viral, e ficou internado. No dia 13, segundo a família, sem que nenhum exame complementar fosse feito, Jonathan recebeu alta e foi pra casa. No dia seguinte, o bebê acordou pior, e a mãe voltou para o hospital.

Novos exames indicaram que o menino estava com uma infecção urinária grave. A mãe e o bebê foram levados para um quarto do hospital onde passaram a última noite de Jonathan.

“Eu vi ainda quando ela colocou o medidor para ver a saturação dele. Estava menos que 60%. Aí ela: ‘Ai, mãe, o doutor vai ver se a saturação dele aumenta’. Ela ainda falou isso, e me tiraram do quarto”, relatou Giovanna.

Jonathan morreu na manhã da sexta (15).

A mãe conta que o médico que assumiu o plantão pela manhã não quis assinar o atestado de óbito do bebê. Segundo ela, o médico teria dito que houve negligência no atendimento ao menino. Giovanna precisou registrar um boletim de ocorrência para liberar o corpo do filho.

“Não caiu minha ficha. para mim ele está na creche. Porque era tudo eu e ele. Porque você planeja, né? ‘Eu vou fazer uma faculdade’, vou fazer isso, vou fazer aquilo. Meu futuro era eu e meu filho, agora eu não sei mais.”

Esta não é a única história sobre problemas no Hospital Geral de Taipas que chegou à TV Globo. O marido da Nivaldina dos Santos Souza sofreu um acidente de moto e foi internado em 19 de agosto.

O paciente estava em uma maca, no corredor do hospital, aguardando atendimento, e acabou pegando uma infecção.

“Ele quase ficou sem a perna por causa da falta de atendimento. Não tinha remédio, os enfermeiros tiravam sangue sem luva, pegava o acesso e tirava, ia lá para limpar e colocar de novo.”

Na tarde deste sábado (16), em frente ao hospital, Regivaldo Ferreira contou à TV Globo que o vizinho dele, José Vicente, está há uma semana internado para tratar uma infecção urinária. Durante a visita deste sábado, a família foi informada que não tem medicamentos para tratar o quadro dele no hospital nem médico para atendê-lo.

“Confirmei com o pessoal da recepção. Falaram que não tem médico hoje para passar boletim sobre o paciente. Eu acho um absurdo porque a gente fica sem ter o que fazer, a gente espera uma solução de um hospital que é estadual, e a gente fica sabendo que nem medicamento suficiente pra uma coisa mínima tem”, afirmou.

No mesmo hospital, em janeiro deste ano, Vitor Augusto Marcos de Oliveira morreu na porta do hospital esperando atendimento. O jovem de 25 anos era obeso e ficou dentro de uma ambulância à espera de uma maca especial. Ele sofreu três paradas cardíacas.

Em nota, a Secretaria estadual da Saúde informou que instaurou uma apuração interna para analisar o caso do bebê Jonatnan. Sobre o caso do marido de Nivaldina, a secretaria disse que o paciente foi atendido no hospital e transferido para fazer cirurgia. Também informou que o paciente João Vicente está sendo medicado conforme orientação médica e que o hospital está abastecido com insumos e materiais médicos.

 

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