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Canil onde mais de 100 cães foram encontrados em situação de maus-tratos atuava de maneira irregular há 15 anos

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Desde 2008, residência passou por diversas vistorias, mas não foram feitas as adequações solicitadas. Na quarta-feira (28), uma ação encontrou mais de 100 cães de raça dentro de caixas de plástico e locais insalubres com urina e fezes.

O canil onde foram encontrados mais de 100 animais em situação de maus-tratos, na tarde de quarta-feira (28), atuava de maneira irregular há 15 anos, na Vila Progresso, em Jundiaí (SP). Alguns cães foram encontrados dentro de caixas de plástico e outros presos em lugares pequenos com urinas e fezes.

De acordo com o processo movido pela prefeitura, os proprietários da empresa já haviam sido notificados diversas vezes por supostas irregularidades. A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar o caso.

Em 2008, um relatório de vistoria já havia apontado inadequações no cuidado com os cães, como baixa iluminação, má circulação de ar, ambiente úmido devido à urina, cheiro forte e riscos de intoxicação. Além disso, também haviam problemas de iluminação e canis improvisados.

Em junho de 2021, após uma solicitação da Polícia Civil, a Vigilância Sanitária esteve no canil e constatou novamente as condições de baixa iluminação, má circulação de ar, falta de iluminação solar, umidade excessiva, risco de acidente ou periculosidade (painéis de alta tensão e tubulação de gás) e higienização inadequada.

Também não havia superfícies confortáveis e adequadas para o descanso de todos os animais. Os proprietários, que estavam presentes durante a averiguação, alegaram, apesar dos fortes indícios, inclusive baseados em propagandas veiculadas nas redes sociais, que não exerciam atividade comercial no local.

Na época, foi solicitada aos donos a adequação dos espaços, mas, dias depois, a equipe do Debea soube que houve uma falta de acordo, pois uma das proprietárias teria afirmado que existia a atividade comercial na residência e gostaria de legalizar a atividade que exercia.

Contudo, os donos não buscaram solucionar os problemas como carteira de vacinação, esterilização, relatório veterinário e comprovação das doações, e adequação dos espaços dos animais. E além das notificações da prefeitura, foram registradas inúmeras reclamações de vizinhos devido ao barulho de latidos.

A prefeitura ainda pontua no processo que havia comercialização dos animais sem o prévio licenciamento municipal e alvará de funcionamento. No dia 23 de janeiro de 2023, os proprietários também encerraram o CNPJ da empresa, mas continuaram atuando na residência.

O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Jundiaí, que informou que “precisou aguardar determinação judicial para vistoria completa do imóvel, já que os proprietários impediram a ação”.

Até o final desta quinta-feira (29), mais de 40 animais já haviam sido retirados do imóvel. Destes, 12 foram levados para a sede do Debea, 17 para um abrigo e 22 estão em lares temporários.

Todos serão castrados e microchipados e, em seguida, encaminhados para adoção, conforme a autorização judicial. As pessoas podem manifestar interesse pela adoção através do e-mail: [email protected].

Ainda conforme o poder público, os animais que ainda estão na casa estão recebendo acompanhamento e cuidados necessários e serão encaminhados para abrigos à medida em que surgirem vagas

A defesa dos proprietários, até às 17h30 de quinta-feira (29), não havia retornado aos questionamentos da reportagem.

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