Educação

A 40 dias do Enem, saiba o que priorizar na reta final de preparação para o exame e vestibulares

Faltando 40 dias para o primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcado para 8 de novembro, os estudantes entram em uma fase decisiva da preparação. A segunda etapa da prova será realizada em 15 de novembro. Além do Enem, vestibulares como os da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp) também se aproximam, tornando a definição de prioridades ainda mais importante nesta reta final.

Felipe Pontes de Brito, ex-estudante do Colégio Marista Arquidiocesano, em São Paulo, foi aprovado em Nutrição na USP, Unicamp, Unesp e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). No último ano do Ensino Médio, direcionou os estudos para o perfil das provas que pretendia prestar.

“Comecei a estudar com afinco para o vestibular a partir do início do segundo semestre, priorizando questões modelo do vestibular da minha escolha e aumentando progressivamente a quantidade de exercícios realizados à medida que a data da prova se aproximava”, conta.

Segundo Matheus Nahas, professor de Química do Ensino Médio e coordenador do Estação Vestibulares do Colégio Marista Arquidiocesano, a pouco mais de um mês da primeira prova do Enem, direcionar os esforços pode ser mais eficiente do que simplesmente ampliar a carga horária.

“Na reta final, o estudante precisa identificar onde ainda consegue ganhar pontos. É hora de analisar os resultados, reconhecer erros recorrentes e concentrar energia no que ainda pode evoluir até o dia da prova”, afirma.

Provas anteriores ajudam a entender os vestibulares

Henrique Tosti, de 18 anos, aprovado em Medicina na Unicamp e também ex-Marista Arquidiocesano, concentrou a preparação em exercícios e simulados, analisando os erros para identificar pontos de reforço.

“O lugar onde estudei me deu uma base fenomenal. No terceiro ano, o foco passou a ser treinar, refinar e entender estratégia de prova”, afirma.

Para Nahas, neste momento, resolver provas anteriores permite não apenas revisar conteúdos, mas também se familiarizar com o formato e a dinâmica de cada processo seletivo.

“Fazer provas anteriores ajuda a entender a linguagem do vestibular. O erro mostra o que ainda precisa mudar”, explica.

Redação continua entre as prioridades

Henrique também intensificou o treino de redação durante a preparação. “Comecei a frequentar o plantão toda semana. Escrevia e já corrigia ali mesmo”, relembra. No Enem, alcançou 960 pontos.

Com poucas semanas até a prova, a recomendação é utilizar as correções para identificar padrões de erro e aprimorar os próximos textos.

“O estudante precisa entender por que perdeu pontos e trabalhar isso no texto seguinte, seja na argumentação, no repertório ou na estrutura”, afirma Nahas.

Descanso também faz parte da preparação

A proximidade das provas pode aumentar a sensação de que ainda há muito conteúdo para estudar. Felipe lembra que esse foi um dos desafios que enfrentou.

“Parecia que eu estava atolado em conteúdos e que não daria tempo de estudar tudo. Talvez não tenha dado mesmo, mas, ainda assim, deu tudo certo”, conta.

Para ele, encontrar equilíbrio também foi importante ao longo da preparação. “Vivam, mas não esqueçam da prova. Estudem, mas não esqueçam da vida. Sigam o caminho do meio. Equilíbrio não é sobre não pender, mas sim sobre não cair”, afirma.

Nahas reforça que, nesta reta final, preservar a disposição física e mental também faz parte da estratégia. “Chegar às provas esgotado pode comprometer concentração, memória e tomada de decisão. A reta final precisa ter intensidade, mas não exaustão”, conclui.

Sobre Matheus Nahas

Matheus Nahas é professor de Química e coordenador da Central de Vestibulares do Colégio Marista Arquidiocesano. Licenciado e bacharel em Química pela USP e licenciado em Pedagogia pela Unicsul, possui mais de 20 anos de experiência na educação, com atuação voltada à preparação para vestibulares, orientação de carreira e desenvolvimento de estratégias de estudo personalizadas.

Saiba mais

O Marista Arquidiocesano faz parte da rede de colégios e escolas do Marista Brasil, que está presente em 21 estados brasileiros, atendendo cerca de 100 mil crianças, jovens e adultos em 97 unidades de ensino. Os estudantes recebem formação integral, composta pela tradição dos valores Maristas e pela excelência acadêmica alinhada aos desafios contemporâneos. Por meio de propostas pedagógicas diferenciadas, crianças e jovens desenvolvem conhecimento, pensamento crítico, autonomia e se tornam mais preparados para viver em uma sociedade em constante transformação. Saiba mais em: https://arquidiocesano.colegiosmaristas.com.br.

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