• ter. jul 21st, 2026

    Vereadora de Mogi alerta sobre violação de ordem de proteção

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    Acusações contra ex-namorado por vazamento de informações distorcidas sobre processo sigiloso foram feitas pela vereadora Maria Luiza Fernandes, conhecida como Malu Fernandes (PL), de Mogi das Cruzes-SP.

    Na última sexta-feira (17), a parlamentar entrou com uma ação judicial contra Mario Luiz Moreno Junior, chamado de Junior Moreno, alegando descumprimento de uma medida protetiva que foi emitida há dois meses. O empresário é acusado de ter compartilhado com a Imprensa informações deturpadas relacionadas a um processo que corre em segredo. A defesa da vereadora solicita urgência na intensificação das medidas protetivas, sob pena de multas e prisão do réu.

    Malu, com 26 anos, e Junior Moreno, de 46, mantiveram um relacionamento que durou cerca de um ano. Após enfrentar diversas situações desconfortáveis e sofrer pressão e violência psicológica, a vereadora decidiu terminar o namoro. Meses depois do término, Junior Moreno começou a tentar reatar o relacionamento. Diante da recusa dela, as ações dele se tornaram ameaçadoras, incluindo perseguições e intimidações que afetaram não apenas sua vida pessoal, mas também suas atividades na Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, onde está em seu segundo mandato.

    Frases como “vou acabar com a vida da Malu”, “vou acabar com o mandato dela” e “vou acabar com ela e quem estiver ao lado dela” motivaram Malu a contratar uma advogada e registrar uma queixa-crime por ameaças, violência política de gênero e violência doméstica contra Junior Moreno.

    No dia 29 de abril de 2025, Junior teria coagido um assessor do Gabinete da vereadora e em 19 de setembro do mesmo ano teria feito ameaças à sua vida em público. Essas ocorrências, junto com uma campanha difamatória baseada em acusações falsas contra Malu, levaram à busca por apoio legal.

    Em maio de 2026, foi concedida uma medida protetiva pela juíza Larissa Boni Valieris da 3ª Vara Criminal do Foro de Mogi das Cruzes. Em parte do despacho, a magistrada destacou que as declarações feitas por Junior configuram uma ameaça concreta e não podem ser consideradas meros exageros ou parte do debate político. Ela enfatizou que tais declarações indicam risco à integridade física e psicológica da vereadora.

    A medida protetiva impõe que Junior Moreno não possa contatar Malu nem frequentar os mesmos lugares que ela – incluindo sua casa ou local de trabalho – além de estabelecer uma distância mínima de 200 metros entre os dois. O descumprimento dessa ordem pode resultar em prisão. Simultaneamente, o Ministério Público e a juíza solicitaram a abertura de um inquérito policial sobre o caso.

    Após ser notificado sobre a medida protetiva, Junior Moreno compareceu à Polícia para alterar um Boletim de Ocorrência registrado em setembro de 2025, alegando que Malu havia invadido sua casa e danificado seus pertences. Essa informação foi divulgada à Imprensa na noite anterior ao lançamento da pré-candidatura da vereadora à deputada estadual, momento em que ela estava impossibilitada de responder às acusações.

    A defesa da parlamentar argumenta que Junior vazou informações seletivas e distorcidas sobre um processo sigiloso, desrespeitando as medidas cautelares impostas anteriormente: “O acusado utilizou imagens do sistema de monitoramento mostrando Malu caminhando pelo condomínio onde reside. Ela admite que esteve no local, mas nunca mexeu em nada dentro da casa dele. Não se sabe quem danificou os itens. As imagens foram apresentadas à Imprensa com interpretações falsas e depreciativas sobre Malu”, afirma a defesa.

    Diante desse cenário, Maria Luiza acionou novamente a Justiça na sexta-feira passada para solicitar a ampliação das medidas protetivas contra seu ex-companheiro para proibir qualquer divulgação ou compartilhamento de informações sobre ela por parte dele: “Estamos requerendo uma extensão das cautelares vigentes para proibir expressamente o réu (Junior Moreno) de veicular ou compartilhar informações sobre Malu (Fernandes). Também pedimos a detenção preventiva em caso de reincidência”, explicou a advogada Maíra Recchia na petição enviada à 3ª Vara Criminal.

    Malu descreve ser alvo de difamação pelo ex-companheiro como mais uma forma de violência política de gênero e perseguição psicológica: “Eu não havia falado publicamente sobre a medida protetiva até agora. A mentira divulgada na Imprensa me forçou a expor algo privado. Espero que a Justiça tome as providências necessárias novamente contra ele”.

    O post Vereadora de Mogi denuncia descumprimento de medida protetiva apareceu primeiro em A Semana.

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