• ter. jul 21st, 2026

    Iniciativa abre portas para a capacitação de mais de 50 mulheres

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    A celebração de encerramento reuniu artesãs que completaram o programa, destacando seis meses dedicados à qualificação, ao empreendedorismo e ao fortalecimento da economia criativa feminina.

    No último sábado (11), a Rua Professor Flaviano de Melo, localizada no centro de Mogi das Cruzes, foi palco de um evento que evidenciou o poder da união entre mulheres em busca de crescimento profissional e econômico. O encerramento do Projeto Feiras de Artesanato Tradicional e Capacitação Profissional para Mulheres da Região do Alto Tietê contou com a apresentação da DJ SENSITAI e um show da artista Sté Oliveira.

    Este projeto foi viabilizado por meio do Termo de Execução Cultural nº 891/2025, no contexto do Edital Fomento CultSP – PNAB nº 17/2024, que visa o fortalecimento dos saberes e fazeres artesanais. A iniciativa é parte do programa da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, financiada com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).

    As atividades tiveram início em janeiro deste ano, com a abertura das inscrições para os cursos oferecidos. Um total de trinta artesãs da região do Alto Tietê foram escolhidas para participar, abrangendo oficinas que abordaram temas como formalização como Microempreendedor Individual (MEI), educação financeira voltada para mulheres empreendedoras, estratégias de vendas online através do Instagram e WhatsApp, produção de vídeos para Reels com smartphones, fotografia mobile, criação de identidade visual utilizando o Canva e aplicação do ChatGPT no empreendedorismo criativo.

    Nataly Santos, uma das idealizadoras do projeto, compartilha: “A Ciranda começou como um sonho com o intuito de criar um espaço onde mulheres pudessem se encontrar, aprender e redescobrir a força do trabalho em conjunto. Mais do que um simples projeto, tornou-se parte essencial da minha trajetória e visão sobre cultura e mudança social. Apesar dos desafios enfrentados ao longo dessa jornada — pois produzir cultura independentemente exige muita dedicação — cada oficina realizada e cada feira organizada demonstrou que todo esforço valeu a pena.”

    Durante os seis meses do projeto, as participantes também contaram com mentorias individuais. Ao todo, foram 12 encontros online dedicados a cada artesã, totalizando 360 sessões personalizadas. Para aplicar os conhecimentos adquiridos ao longo do programa, três feiras de artesanato foram organizadas; nas duas primeiras edições as expositoras se revezaram entre si. A Feira de Encerramento aconteceu no sábado (11) e contou com a participação integral das artesãs formadas pelo programa. As participantes receberam ainda uma ajuda financeira para garantir sua presença nos eventos.

    Cerca de 55 mulheres foram impactadas diretamente pelos recursos disponibilizados na iniciativa. Isso inclui as artesãs além das profissionais envolvidas na equipe técnica, mentoras, assistentes em oficinas, cerimonialistas e artistas convidadas, promovendo assim o fortalecimento da economia criativa e do empreendedorismo feminino na região.

    “Ouvindo relatos sobre artesãs conquistando autonomia e novas fontes de renda enquanto fortalecem sua autoestima foi a maior recompensa desse processo. A Ciranda também me transformou. Aprendi a lidar com maiores responsabilidades e reconheci o valor das redes de apoio. O suporte recebido por meio de investimentos públicos possibilitou ampliar nosso impacto, oferecendo formação e oportunidades às mulheres da região do Alto Tietê”, relata Nataly Santos. “Hoje sinto orgulho da trajetória percorrida; aprendi que nenhum caminho é trilhado sozinho e que quando mulheres se unem podem criar possibilidades que transformam vidas.”

    “A Ciranda não termina com o fim deste projeto; ela continua viva nas histórias compartilhadas e nas conexões estabelecidas entre nós”, conclui.

    Ana Paula do Amaral, outra idealizadora da iniciativa, expressa sua satisfação com os resultados alcançados: “A avaliação é bastante positiva. As trinta mulheres beneficiárias ampliaram seus conhecimentos e puderam aplicar na prática tudo o que aprenderam nas feiras. Para algumas participantes, a última feira funcionou como uma espécie de ‘TCC’, onde se uniram formação teórica à experiência prática em vendas.” Ela destaca ainda como o projeto fortaleceu a equipe técnica composta exclusivamente por mulheres em diversas áreas como produção e comunicação. “Estes esforços revelaram a grande demanda existente no Alto Tietê por programas voltados à formação e geração de renda feminina,” finaliza Ana Paula.

    O post Projeto transforma capacitação em oportunidade para mais de 50 mulheres apareceu primeiro em A Semana.

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