A empresa de engenharia Sinarco, com sede em João Pinheiro (MG), está sendo investigada por suspeitas de irregularidades em contratos milionários firmados com a Prefeitura do Recife, mesmo sem possuir estrutura na capital pernambucana. Os contratos, que já somam R$ 119 milhões desde 2022, foram realizados sem licitação própria, levantando questionamentos sobre a legalidade das ações da empresa.
De acordo com o portal UOL, a Sinarco firmou parcerias com consórcios mineiros para conseguir contratos na capital pernambucana, o que foi visto como questionável pelo Ministério Público de Contas. Além disso, a empresa teria repassado 73% dos serviços para outra empresa, a Alca Engenharia, por meio de uma Sociedade em Conta de Participação (SCP), o que também gera dúvidas sobre a execução das obras.
Há suspeitas de pagamentos duplicados, execuções de serviços por empresas diferentes e falta de clareza sobre os serviços realizados nos locais contratados. A prefeitura do Recife afirmou que as contratações foram feitas de forma legal e visando eficiência e economia, enquanto a Sinarco e a Alca se defenderam, alegando cumprimento da legislação e atuação experiente na área, respectivamente.
A empresa de engenharia já havia enfrentado sanções em Minas Gerais por atrasos na entrega de obras e documentação, o que resultou na suspensão temporária de contratos com o poder público até março de 2024. A investigação em andamento envolve também o ex-secretário de governo de Recife, João Guilherme Ferraz, e promete impactar a empresa Sinarco, que agora está sob os holofotes do noticiário nacional devido aos contratos sob suspeita.

